SETE LAGOAS - ULTIMO MOCHILÃO DE 2025

Um destino perto de BH, barato, fácil e cheio de surpresas


Em 2025, nosso último mochilão antes de fechar o ano foi simples, econômico e certeiro. Sete Lagoas mostrou que não é preciso ir longe nem gastar muito para viver uma viagem gostosa, com natureza, história e boa comida mineira. Um destino perfeito para quem quer viajar leve, gastar pouco e voltar com boas histórias.


Às vezes a melhor viagem é aquela que cabe no bolso, no tempo e no coração. Sete Lagoas, a pouco mais de 70 quilômetros de Belo Horizonte, foi exatamente isso para a gente. Um mochilão barato, sem pressa e sem roteiro engessado, do jeito que a gente gosta de viajar.

Chegar é fácil. Dá pra ir de ônibus, carro ou até dividir carona. Em pouco mais de uma hora, você já sente o clima mudar. A cidade é tranquila, bem estruturada e cercada por natureza. Não à toa, o nome já entrega o convite. Lagoas, cavernas, mirantes e áreas verdes fazem parte do cenário.

Nos hospedamos em um hotel que a gente já havia se hospedado, bem localizada e com diária justa. Um hotel limpo, organizado e com aquele café da manhã mineiro que resolve o dia. Para quem viaja de mochila, Sete Lagoas oferece boas opções de hostels, pousadas familiares e hotéis econômicos.

O centro da cidade é um bom ponto de partida. Caminhando, dá para conhecer praças, comércio local e restaurantes populares. Almoço executivo, PF caprichado e preços que não assustam. Comer bem sem pesar no orçamento é uma regra por ali.

Um dos passeios que mais gostamos foi a Lagoa Paulino. Cartão postal da cidade, perfeita para caminhar no fim da tarde, sentar à beira da água e observar a vida passando devagar. Ao redor, bares e lanchonetes com preços honestos, ideais para um lanche sem compromisso.

Para quem gosta de natureza, o Parque da Cascata é parada obrigatória. Área verde ampla, trilhas leves, cachoeira e espaço para simplesmente respirar. Um passeio gratuito, acessível e que entrega muito mais do que promete. Mochilão agradece.

Sete Lagoas também carrega história. A cidade tem ligação direta com o naturalista dinamarquês Peter Lund, responsável por importantes descobertas arqueológicas e paleontológicas na região. Visitar pontos ligados a esse passado é uma forma de viajar no tempo sem gastar nada.

Outro ponto que entrou no nosso roteiro foi a Serra de Santa Helena. Subir até o topo é fácil e a vista recompensa. Lá de cima, a cidade se abre inteira e o pôr do sol vira espetáculo. Um daqueles momentos simples que ficam na memória.


À noite, nada de balada cara ou lugares disputados. A vibe da cidade é mais calma. Bares locais, cerveja gelada, conversa boa e aquela sensação de estar no lugar certo. Para quem viaja de mochila, isso vale ouro.

Sete Lagoas surpreendeu justamente por não tentar ser nada além do que é. Uma cidade mineira, acolhedora, acessível e honesta. Um destino perfeito para uma escapada de fim de semana ou até alguns dias sem pressa, gastando pouco e aproveitando muito.

Fechamos 2025 por lá com a certeza de que mochilão bom não depende de distância nem de dinheiro. Depende de olhar atento, curiosidade e vontade de viver o caminho.

Por:
Junior de Carvalho
UaiSôMochilando

.

.

.

Postagens mais visitadas