A novela envolvendo o Hurb (antigo Hotel Urbano) ganhou mais um capítulo nesta semana. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça, decidiu encerrar oficialmente as negociações com a empresa e retomar o processo administrativo sancionatório que apura a responsabilidade da plataforma no cancelamento em massa de pacotes de viagens.
O motivo? Segundo a Senacon, o Hurb falhou repetidamente em comprovar sua capacidade técnica, operacional e financeira para cumprir os termos de um possível acordo — o chamado Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Durante 12 meses, a empresa não apresentou a documentação exigida e, por isso, agora enfrenta novamente as consequências de sua conduta.
A empresa terá cinco dias corridos para apresentar informações cruciais: número de contratos pendentes, valor total que deve aos consumidores e a lista completa de clientes afetados. Se não cumprir a determinação, o Hurb será multado em R$ 80 mil por dia, além de outras sanções administrativas.
O que ainda está permitido?
Atualmente, o Hurb está proibido de vender pacotes flexíveis — aqueles sem data definida no momento da compra. A venda de pacotes com data fixa ainda é permitida, desde que a empresa comprove capacidade econômico-financeira para honrar os compromissos. O Ministério do Turismo também foi acionado e avalia possíveis sanções, que podem chegar à cassação do registro da empresa.
Entenda o caso
O Hurb entrou no mercado em 2011, oferecendo pacotes promocionais com a promessa de viagens baratas, porém com datas a serem definidas posteriormente. A estratégia dependia de encontrar passagens e hospedagens a preços baixos, mas o modelo ruiu em 2023 com o aumento dos custos no setor pós-pandemia.
Com isso, milhares de brasileiros viram seus planos de viagem sumirem — junto com o dinheiro investido. A crise levou à saída do CEO da empresa e à abertura de processos de reembolso, muitos deles nunca concluídos. A situação foi agravada por relatos de hotéis e pousadas cancelando reservas feitas via Hurb por falta de pagamento da empresa.
E agora?
Se você foi lesado pelo Hurb, fique atento: a empresa poderá ser obrigada a prestar contas e reembolsar os valores devidos. A Senacon afirma que segue firme na defesa dos direitos do consumidor e que não permitirá práticas que coloquem em risco a confiança no setor de turismo.
Enquanto isso, a recomendação é redobrar os cuidados ao contratar pacotes promocionais — especialmente os que prometem preços muito abaixo do mercado e datas flexíveis.
A situação do Hurb também se assemelha à da 123 Milhas, outra plataforma que operava com sistema semelhante e entrou em recuperação judicial no ano passado, com mais de R$ 2 bilhões em dívidas.
Fica o alerta:
Nem sempre o barato sai caro. Pesquise, desconfie de promessas milagrosas e opte por empresas transparentes e com histórico confiável. E claro — sempre que possível, prefira pacotes com data marcada e cláusulas claras sobre reembolso.
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