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27 de novembro de 2019

MARAGOGI DECRETA ALERTA DEVIDO AO ÓLEO | UaiSôMochilando Blog

Maragogi decreta estado de alerta máximo por causa do óleo.


Município é um dos principais pontos turísticos de Alagoas; professores da UFAL analisaram pescado e não encontraram vestígios de óleo.

Um dos principais destinos turísticos de Alagoas, o município de Maragogi, localizado no litoral norte do Estado, decretou estado de alerta máximo por causa das manchas de óleo que atingem praias do Nordeste. 

Outros dois municípios do Estado declararam situação de emergência. 

Municípios de Sergipe, Bahia e Pernambuco já tiveram a situação reconhecida pelo governo federal.

Em Maragogi, o decreto foi publicado na edição desta segunda-feira, dia 28, do Diário Oficial dos Municípios de Alagoas e determina que, até 23 de dezembro, todos os resíduos de óleo que surgirem no litoral do município devem ser recolhidos e encaminhados para "destinação ambientalmente correta".

A publicação informa que o local é atingido pelo material há mais de dois meses e que a atividade turística.

A criação de um Grupo Técnico de Acompanhamento para monitorar a situação é uma das determinações do decreto.

No último dia 25, Japaratinga, também no litoral norte, declarou situação de emergência e informou, no decreto, que é uma das cidades "mais afetadas pelo vazamento do óleo nas praias da região, causando danos de proporções inestimáveis".

A declaração de situação de emergência em Coruripe, no litoral sul, ocorreu no dia 21. O município informa que, além de ter atingido as praias turísticas, o óleo afetou regiões de pesca e protegidas ambientalmente.

Municípios de Sergipe, Bahia e Pernambuco tiveram a situação de emergência reconhecida pelo governo federal. Em 15 de outubro, foram sete cidades de Sergipe, entre elas Aracaju, Barra dos Coqueiros e Brejo Grande. Sergipe decretou situação de emergência no início do mês.

No último dia 22, foi a vez de seis municípios baianos. Camaçari, Lauro de Freiras e Conde estão entre eles. Neste caso, a decisão foi tomada pelo governo federal, que pode fazer o reconhecimento antes mesmo da solicitação dos municípios. Em Pernambuco, o reconhecimento federal foi dado ao município de São José da Coroa Grande no dia 23 deste mês.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Regional, o auxílio emergencial pode ser solicitado pelos municípios e Estados que necessitam de apoio da União por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID) e as solicitações passam por análise.

Kits de assistência humanitária e recursos para a contratação de serviços estão entre os benefícios que podem ser ofertados para os locais. Os municípios também podem renegociar dívidas no setor agrícola, adquirir cestas básicas por meio do Ministério da Cidadania e suporte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para restabelecer a atividade econômica que cidades afetadas.

Amostras da água do mar e de pescados do litoral de Alagoas começaram a ser analisadas em laboratório quanto à contaminação por substâncias relacionadas ao petróleo. 

Em uma primeira pesquisa, professores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) coletaram 25 peixes da espécie carapeba entre a Praia de Ipioca, em Maceió, e Paripueira, no litoral norte, e não encontraram vestígios de óleo, mas outros exames mais minuciosos ainda serão realizados.

"Avaliamos em nível microscópico e macroscópico, mas faremos análises dos órgãos para detecção de metais e hidrocarbonetos", explica o professor e especialista em toxicidade em peixes Emerson Carlos Soares.

Também foram feitas coletas em áreas de corais, que, até o momento, também não apresentaram contaminação.

"Mergulhamos nas áreas de corais de Ipioca e Paripueira. Analisei 25 amostras coletadas e não encontrei vestígios de óleo", confirma o professor.

A contaminação dos peixes e outras espécies marinhas é uma grande preocupação para quem vive do comércio de pescados. O governo federal proibiu a pesca de camarão e lagosta em áreas afetadas pelas manchas de petróleo, o que afetou diretamente os vendedores do Mercado da Produção, em Maceió. 

Eles já acumulam prejuízos e chegaram até a descartar camarões por falta de demanda, mas alegam que o crustáceo vendido na capital é produzido em cativeiro e está livre de contaminação.


20 de novembro de 2019

PORTO DE GALINHAS | UaiSôMochilando Blog


Hotéis de Porto de Galinhas têm aumento de ocupação no feriado, mesmo após óleo no litoral.

Foto - Junior de Carvalho
O derramamento de óleo no litoral pernambucano trouxe prejuízos para diferentes categorias. O desastre ambiental, no entanto, não afetou a movimentação dos hotéis de Porto de Galinhas, em Ipojuca, no Litoral Sul. 

Porto de Galinhas (Ipojuca) não teve registro de óleo, mas fragmentos foram encontrados na Praia do Merepe, vizinha às piscinas naturais, e também na Praia do Cupe, próxima ao balneário e conhecida pelos hotéis. 

As praias do estado foram consideradas limpas pela Marinha.

13 de novembro de 2019

MOCHILEIROS EM AEROPORTOS | UaiSôMochilando Blog

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Fala galera mochileira, abaixo nossa saga nos aeroportos Tancredo Neves, em Confins ( região metropolitana de Belo Horizonte ), e no Aeroporto Eurico de Aguiar Salles em Vitória ES.


6 de novembro de 2019

ÓLEO NAS PRAIAS AMEAÇA TURISMO NO NORDESTE EM ALTA TEMPORADA | UaiSôMochilando Blog

Por: UaiSôMochilando Blog



Cancelamento de reservas já começa a afetar empresas do setor; movimento no verão é principal preocupação para associação hoteleira



Manchas de óleo em Sítio do Conde, na Bahia, um dos estados mais atingidos pelo vazamento. 



Reconhecida pela Unesco como Reserva da Biosfera e Patrimônio da Humanidade, a Ilha de Boipeba, na Bahia, é destino de turistas que chegam em busca das praias paradisíacas, sobretudo na alta temporada.

A pousada de luxo Mangabeira, situada à beira-mar, possui 11 bangalôs e uma casa e já sentiu os efeitos do vazamento. 

Na última semana, metade das reservas foi cancelada. 

As diárias custam em torno de R$ 1.500 na alta temporada.

A cadeia da crise se retroalimenta. 

O bar Pontal do Bainema, que fica próximo a Moreré, uma das principais praias de Boipeba, é administrado pela empresária Melissa Ferreira.

Como os turistas não consomem mais peixes e mariscos por medo de estarem contaminados, ela decidiu não comprar mais dos pescadores. 

“No final de outubro, já começa a dobrar nosso faturamento, por ser temporada. Mas, em vez de dobrar, caiu 90%, e há dias em que não temos faturamento algum”, relatou a empresária.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) na Bahia, Glicério Lemos, demonstra preocupação com os efeitos sobre o turismo na região: 

“Todo o setor está temeroso, porque este é o período em que está começando a alta temporada. É o momento em que esse segmento, que vem passando por uma crise há alguns anos, consegue caixa para manter os equipamentos abertos no restante do ano”.

Fonte: G1.com / Epoca