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20 de novembro de 2015

O REFLEXO DOS ATENTADOS NO TURISMO




O turismo já sentiu os efeitos provocados pelos atentados em Paris na sexta-feira passada (13/11/2015), com uma queda de 50% da clientela nos restaurantes e uma baixa de 22% na ocupação dos hotéis.

As atividades em restaurantes, bares e cafés, alvos dos jihadistas nos atentados que mataram 129 pessoas, caiu à metade, enquanto a ocupação em hotéis e hostels reduziu em 21% já no sábado, segundo dados da União Hoteleira da França


Os hotéis de luxo são os mais prejudicados, com até 50% menos de reservas, já que 80% da clientela é formada por turistas.

O Comitê Regional de Turismo (CRT) informou, por sua vez, que foi de 15% a queda nas reservas, mas admitiu que ainda é muito cedo para fazer um balanço do impacto. A entidade defendeu os valores do modo de vida francês e pediu para que os estabelecimentos se mantenham abertos como forma de resistência.

Plano de ação

Uma reunião do setor está marcada para hoje. A ideia é discutir as consequências em longo prazo e estabelecer um plano de ação.

"Nossos estabelecimentos são lugares de reencontro, de expressão e de liberdade. Ao atacar a nossos clientes, os terroristas atacaram estes valores e através deles, à identidade francesa", assinalou a associação de hotelaria.

Por isso, o setor pediu uma mobilização de seus profissionais: "estamos orgulhosos do estilo de vida dos parisienses. Esse espírito aberto vai ser mantido", afirmou o diretor do CRT, François Navarro.

Conforme explicou, os meses de novembro e dezembro são geralmente ruins para o turismo na "Cidade Luz", especialmente em âmbitos como os dos negócios.




O turismo já tinha sido afetado em janeiro deste ano por causa dos ataques à revista satírica "Charlie Hebdo", em que os irmãos Chérif e Said Kouachi assassinaram 12 pessoas.

"Desta vez, a amplitude do acontecimento é maior, mas também existe uma forte determinação de seguir exercendo nosso trabalho, que é receber o mundo inteiro, vender sonhos e oferecer diversão", destacou.

Após o ataque de sexta-feira passada, cafés, restaurantes, bares e hotéis, locais onde vários parisienses se refugiaram da violência dos terroristas, mantiveram as portas abertas e nas redes sociais se espalharam convites a comparecer aos locais de lazer sob o lema #tousaubistrot (todos ao bistrô).

As repercussões negativas no exterior dependem também da origem do visitante: entre os asiáticos, e especialmente entre os japoneses, os cancelamentos foram notáveis.

"Eles são culturalmente muito sensíveis à questão da segurança", acrescentou Navarro.

Perante a tragédia, algumas páginas de reservas online como o Booking.com decidiram não faturar as comissões pelo cancelamento ou a não apresentação dos clientes. O reembolso do pagamento, por sua vez, "será tramitado de forma distinta, conforme cada caso", explicou o site.

Os controles de segurança foram reforçados nos aeroportos de Paris, mas o tráfego aéreo não foi interrompido e todas as empresas respeitaram seus programas de voos.

A principal companhia aérea do país, a Air France, consultada pela Efe, não quis dar detalhes sobre cancelamentos para não afetar sua cotação na bolsa de valores, e se limitou a afirmar que seus passageiros "estão embarcando".

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