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27 de maio de 2015

DESBRAVANDO A ESTRADA REAL

Matéria detalhada sobre A Aventurada Estrada Real.


Esta viagem começou na verdade, na nossa cabeça: dois apaixonados por viagens, que se juntaram para fazer um passeio alternativo.

Quase tudo foi planejado antecipadamente, fizemos alguns cálculos, distâncias, os imprevistos foram pensados (como se imprevistos pudessem ser previstos), custos e tudo mais que pudemos lembrar, claro que isso tudo não levou mais que algumas poucas semanas,e é claro alguns erros de planejamento foram cometidos, contudo nada que viesse a estragar a viagem.

O ponto de inicio do trajeto seria o "Juca do Gás", ponto de encontro de um grande grupo de motoqueiros que curtem trilhas, liderados por seus irmãos Carlos Alexandre e Marcelo, além é claro de ser ponto obrigatório da noite Viçosense.


Eram oito da manhã, partimos de Viçosa e fomos em direção a Ouro Preto, cidade onde entraríamos na Estrada Real, por estrada são aproximadamente uns 180 Km

Não chegamos a entrar em Ouro Preto, e no trevo da ALCAN, tomamos a Estrada Real e fomos em direção a Ouro Branco, próxima cidade no caminho.

Aproveitamos a proximidade e demos um pulo em Lavras Novas, cidadezinha localizada em uma região de extrema beleza, com serras e chapadões que fazem do lugar um ponto de amplitude, onde o pensamento pode ir longe.

Cruzamos a cidade e fomos até a praça da igreja da cidade, dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres, aproveitamos e tiramos algumas fotos, apenas para registro, destacando que nesse trecho a poeira era forte, e por sorte não sofremos muito.

O caminho para Ouro Branco é muito impressionante, desce-se por uma serra, a pavimentação está em boas condições, e em alguns trechos pode-se avistar pequenas ruínas da antiga Estrada Real. A cidade de Ouro Branco fica localizada ao pé de uma serra, o que confere ao local uma paisagem deslumbrante.

Nos orientamos de como seguia para Conselheiro Lafaiete, próxima cidade do nosso percurso, e no caminho para Lafaiete, paramos para visitar uma das casas utilizadas por Tiradentes para reunir-se com os demais Inconfidentes.

A casa vem passando por um processo de restauração, já que como informado pela guia encontrava-se abandonada e fadada ao esquecimento, não fosse a luta de um grupo local, que vinha trabalhando para manter a conservação desse patrimônio de nossa história.


A casa, toda feita em pedra e madeira, é um exemplo de construção da época, com varandões ao redor e porões pouco iluminados....

O trajeto Cons. Lafaiete - São João Del Rey.



No caminho passamos por vários lugares, mas o que mais impressionou pela beleza e pela arrumação foi a cidade de São Brás do Suáçui. Passamos pelo centro, por onde passa a estrada e pudemos apreciar os bonitos jardins que compõe o canteiro central da avenida na altura da Igreja, que por sinal, também é muito bonita. Mais uma vez tiramos uma foto para documentar esta passagem.


Já era final de tarde e o dia começava a escurecer quando passamos por Lagoa Dourada, a Terra do Rocambole. Vocês não podem imaginar quantos bares, padarias e lanchonetes vendem o "verdadeiro" rocambole, ou então o "famoso" rocambole, e até o "original"!

 

Devido a dieta, acabamos não comendo nenhum pedaço de rocambole, apesar da fome em que nos encontrávamos, já que até àquela hora não tínhamos almoçado e o roteiro seria efetuar tal refeição em Tiradentes, contudo estávamos mais de duas horas atrasados no trajeto e acabamos almoçando em uma parada de estrada mesmo.

A noite, decidimos encarar um super Tutu à Mineira em um bar na praça principal de Tiradentes. Não sei se a fome era muita ou se o Tutu estava realmente bom, só sei que achei maravilhoso, estava acompanhado de arroz e bife de lombo, que estava meio esquisito, mas na fome que estávamos, parecia filé!

No dia seguinte, quando acordei, logo notei que continuava chovia muito, decidimos que era melhor passar o dia em Tiradentes mesmo, ao invés de encarar uma estrada até Carrancas, imaginando que com a chuva seria um lamaçal..., ficamos dando voltas pela cidade, fomos almoçar em um restaurante na praça principal, onde é possível marcar um passeio de charrete pela cidade.

Tiradentes realmente é uma cidade com uma forte vocação turística, muito bacana mesmo.

Após o almoço decidimos ir dar um passeio em São João Del Rey já que havia estiado e já tínhamos praticamente conhecido a cidade de Tiradentes toda. Apenas 12 Km até lá em um trecho da BR que está restaurado, o frio estava forte e chegamos lá bem rápido e sem contratempos.

Paramos na estação ferroviária e nos informamos de onde se localizava o Memorial ao Presidente Tancredo Neves, cidadão de São João. Infelizmente não estava aberto ao público e então fomos tirar umas fotos do Largo do Rosário.

 A essa altura o sol já estava a pleno vapor e no céu restavam poucas nuvens que em nadam atrapalhavam, mas o frio, esse sim estava forte, ainda bem que estávamos preparados e ele também não foi problema.

Logo após transpormos a serra pode-se avistar a cidade de Carrancas. Chegamos na praça em frente a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, edificada em 1720, segundo relatou um morador que passava por lá na hora em que batíamos fotos, e em seguida tomamos rumo para a Cachoeira da Zilda.



Chegamos na cachoeira, que fica dentro de uma fazenda, e infelizmente estava fechada a passagem. Demos uma volta e encontramos os responsáveis que nos autorizaram a entrar na propriedade e curtir um belo banho gelaaadooooooo de cachoeira.

Foi realmente "revitalizador" aquele banho, ainda curtimos um banho de sol que a esta altura estava a pino, reduzindo bem o frio que fazia.

Fomos então procurar um lugar para almoçar, e assim que chegamos no centro da cidade perguntamos por um lugar para comer, fomos informados sobre um hotel que tinha restaurante. Olha vou contar uma coisa, a comida estava realmente deliciosa, comidinha caseira mesmo, e acabei comendo com vontade.

Uma breve respirada para "acentar" o almoço, e voltamos a rodar.

Saímos para jantar e resolvemos voltar no mesmo bar que havíamos jantado no dia anterior, só que dessa vez nos foi servido prato executivo, chamado também de PF, e em seguida, após jogar conversa fora, pois o lugar é bem agradável, retornamos para a pousada encerrando nosso segundo dia de viagem.

Na manhã seguinte, após um reforçado café da manhã, partimos pegando estrada em direção a Itutinga, município no qual tomaríamos o rumo de Carrancas.

Para nossa surpresa a estrada entre Itutinga e Carrancas já estava sendo asfaltada e apenas um pequeno trecho ainda era de terra. Compensou o trajeto e o visual da região é muito bonito.

Nossa próxima etapa era chegar até Cruzília, no sul de Minas, para de lá então tomarmos rumo até Cunha em São Paulo. Este era nosso objetivo do dia.

A estrada de Carrancas até Cruzília é toda de terra, mas por ser utilizada por uma empresa de celulose estava em ótimas condições. Foram 60 Km rodados e um passeio muito agradável. Pudemos apreciar uma enorme variedade de paisagens.

Vale aqui ressaltar, que esta é mais uma região que vem sendo cultivada com eucalipto, assim como imensas áreas em várias regiões do país, vem sendo trocado o pasto de baixa produtividade por plantio de eucalipto e se tornando mais atrativos aos agricultores. O problema é qual o custo ambiental dessa monocultura? 


Chegamos em Cruzília por volta das 16:00h e aproveitamos para nos informar de quantos quilômetros faltavam até Caxambu, de onde tomaríamos o rumo da divisa dos Estados de Minas e São Paulo.

Percebemos então que estávamos um pouco atrasados já que ainda iríamos até Cunha e nossos planos eram de não seguir estrada a noite.

Neste trecho da viagem a estrada apesar de ser muito bonita e com lugares realmente pitorescos e típicos do Sul de Minas, é um pouco perigosa devido ao grande tráfego de caminhões que circulam como também pela falta de acostamento e grande sinuosidade.

Passamos no marco que representa a divisa e pudemos apreciar o bonito visual do vale do Rio Paraíba de cima da serra. A esta altura já era fim de tarde e resolvemos adiantar um pouco pois a noite já se aproximava e ainda tínhamos aproximadamente 100Km pela frente.

Rodovia Presidente Dutra, este sem dúvida foi o pior trecho da viagem. Paramos em um posto de gasolina para descansar, neste momento completávamos 700Km de estrada e já estávamos no município de Guaratinguetá-SP.

Perguntamos se o trecho até Cunha era bom e o frentista nos disse que era tranquilo. Apesar da escuridão, pois já eram umas 20:00h, chegamos bem em Cunha-SP e mais uma vez o maior adversário era o frio.


Rodamos a praça procurando por algum hotel e um senhor nos indicou dois hotéis. Fomos ao primeiro e não tinha ninguém para atender na hora; então rumamos para o segundo onde fomos recebidos pelo Senhor Chico, proprietário, que nos recebeu super bem e ali passamos a noite.




Por sorte era Festa do Divino e a cidade estava em festa, após tomarmos banho no hotel fomos dar uma volta e procurar algum lugar para jantar. Encontramos uma pizzaria, ali mesmo na praça da igreja, onde pudemos matar nossa fome.

Ficamos por ali algum tempo, estava rolando um show de uma banda local de Rock, e proseamos bastante observando o fluxo de pessoas na praça. Quando fomos para o hotel dormir já eram umas três horas da madrugada e estávamos muito cansados.

Pela manhã acordamos em meio a uma leve garoa e uma serração, típicas para esta época do ano. 


A estrada que leva até Paraty é realmente muito bonita, com muitas curvas e paisagens impressionantes. Enfrentamos nosso primeiro trecho com lama, já que por uns 15Km a estrada não é asfaltada e como havia chovido na noite anterior. 



Para nossa sorte este trecho havia sido recentemente cascalhado e apesar da lama não tivemos maiores problemas para passar.

A vegetação na região é realmente deslumbrante a mata Atlântica impressiona por sua diversidade e sua imponência de cima das montanhas.


Quando viramos em direção ao mar, pudemos desfrutar de uma visão que esperávamos havia três dias, a vista de Paraty do alto. Paramos em um atelier de um artesão local e aproveitamos a vista para mais uma foto tendo como moldura o mar e a Serra do Mar.

Chegamos em Paraty e nossa missão número um naquele momento era encontrar alguma pousada. Descarregamos a bagagem e fomos descolar alguma coisa para comer. Paramos em um barzinho e pedimos guaraná de 700ml e para acompanhar X-tudo que chegou pelando de quente... uma delicia.

 

Depois do lanche voltamos para a pousada para um breve descanso, mais tarde resolvemos ir a pé para o centro.

Escolhemos um restaurante para jantar e pedimos uma porção, não sei se foi a porção ou da viagem, mas o fato é que não bateu bem aquele jantar, e passamos mal...

Ainda recuperando, curtimos um show de forró e MPB; ficamos a perambular pela noite, sempre proseando. Paramos em frente a um barzinho onde havia uma turma fazendo um som, tinham um repertório bacana, mas devo dizer que meio curto, pois repetiam uma certa música de tempos em tempos.

Fomos dormir com o sentimento de termos cumprido nosso objetivo, sem mais percalços.

No ultimo dia, lá pelas onze horas da noite a fome estava pegando pesado, fomos a uma barraquinha que servia sanduíches de pernil com queijo e de rebarba mais um de tender com queijo, acompanhados de refrigerante, nesta hora lembrei que estava quebrando a dieta e caímos na gargalhada..., mas naquele dia, já que estávamos "quebrando a banca", pedimos coca-cola.

Hora de voltar, passamos em um posto de gasolina, uma ducha no carango e seguimos rumo a BR 040 em direção, era por volta das 13:30h, trecho realmente prazeroso de se percorrer já que a estrada é pista dupla e com um asfalto de primeira qualidade.

Paramos em Petróplois para mais um lanche rápido na Pavelka e seguimos sem parar até Juiz de Fora, depois seguimos apenas curtindo o passeio até Conselheiro Lafaiete onde foi necessário outro pit-stop, um sanduíche de linguiça com refrigerante. Após descansar um pouco, estrada até a capital mineira.

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