Prefeitura aposta em parceria com iniciativa privada e amplia passeios na lagoa para movimentar um dos cartões-postais da cidade
A Prefeitura de Belo Horizonte quer dar uma nova cara ao turismo na Conjunto Moderno da Pampulha. A ideia passa por quiosques na orla, atividades náuticas e concessão de espaços públicos. Enquanto isso, os passeios de catamarã seguem firmes até julho, mantendo a lagoa em movimento.
A Pampulha sempre teve aquele charme antigo. Cartão-postal que não precisa fazer esforço pra ser bonito. Mas agora a conversa é outra. A ideia é dar vida ao cenário, colocar gente, movimento e experiência onde antes era só contemplação.
A Prefeitura de Belo Horizonte criou um grupo de trabalho para estruturar a concessão do Conjunto Moderno da Pampulha, reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade desde 2016.
Na prática, o plano é abrir espaço para a iniciativa privada entrar em campo. Quiosques, deques, atividades turísticas e esportes na água entram no pacote. Lugares como o Parque Ecológico da Pampulha também podem passar a ter gestão compartilhada.
A promessa é equilíbrio. Preservar o que a Pampulha tem de histórico e, ao mesmo tempo, deixar o lugar mais vivo. Mais pulsante. Mais presente no dia a dia de quem mora e de quem visita.
O tal do “Capivarã” segue navegando
Enquanto os planos ganham forma no papel, na água a história já anda.
Os passeios de catamarã na Lagoa da Pampulha, apelidados com carinho de capivarã, foram prorrogados até 10 de julho. A iniciativa é conduzida pela Belotur.
O passeio tem estrutura pensada pro conforto. Embarcação com capacidade para pelo menos 30 passageiros sentados, banheiro acessível, sistema de som e ყველა os itens de segurança exigidos.
Houve ajuste no contrato, revisão de custos e corte de despesas já superadas. No fim, o objetivo é simples. Manter a roda girando.
Leis que moldam o futuro da lagoa
Não é só infraestrutura. Tem regra nova chegando pra organizar o jogo.
Na Câmara Municipal de Belo Horizonte, dois projetos avançaram em primeiro turno.
O primeiro incentiva atividades náuticas como caiaque, canoagem e remo. Tudo com नियम, licença e controle. Nada de bagunça.
O segundo coloca limite claro. Proíbe embarcações motorizadas na lagoa. Jet ski, lancha e afins ficam de fora. A exceção é pra serviços oficiais, como fiscalização e resgate.
Quem descumprir pode sentir no bolso. Multa e apreensão entram no pacote.
Entre tradição e movimento
A Pampulha nunca foi sobre pressa. Ela pede calma, olhar atento, passo mais lento.
Mas talvez esteja na hora de um novo capítulo. Um que respeita o passado, mas convida o presente pra sentar à mesa.
Se der certo, o visitante não vai só olhar a lagoa.
Vai viver ela.


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