EVVAI E TUJU: QUANTO CUSTA COMER NOS ÚNICOS RESTAURANTES COM 3 ESTRELAS MICHELIN DO BRASIL

Casas paulistanas entram para a história e colocam o Brasil no topo da gastronomia latino-americana


Os restaurantes Evvai e Tuju conquistaram três estrelas Michelin e fizeram história como os primeiros da América Latina com essa distinção máxima. A experiência é sofisticada, sensorial e, claro, tem preço à altura. Os menus degustação chegam a custar até R$ 1500 por pessoa.

Tem notícia que chega mansa. E tem notícia que entra pela porta da frente, com aplauso e taça levantada. Foi assim com Evvai e Tuju, que agora carregam três estrelas Michelin no peito, feito medalha de guerra conquistada no fogo alto da cozinha.

A premiação aconteceu na cerimônia do Guia Michelin Rio de Janeiro & São Paulo e colocou o Brasil em um lugar que, até então, parecia distante. Somos o primeiro país da América Latina com dois restaurantes nesse nível. Não é pouca coisa. É prato cheio de história.

Enquanto isso, o restaurante Madame Olympe, comandado pelo chef Claude Troisgros, também brilhou e conquistou sua primeira estrela, apenas oito meses após abrir as portas. Um feito respeitável, quase como estrear já marcando gol de placa.

Agora vamos ao que interessa, porque beleza enche os olhos, mas é o bolso que decide.

QUANTO CUSTA COMER NO EVVAI

Sob o comando do chef Luiz Filipe Souza, o Evvai trabalha uma cozinha que dança entre Brasil e Itália, sem pedir licença.

O menu degustação tem 13 etapas e custa R$ 1150 por pessoa.

É uma experiência que mistura tradição e ousadia, com pratos que podem trazer língua, rabo, javali, pato e até enguia. Aqui não tem medo de sabor. Tem respeito pela cozinha raiz e coragem pra reinventar.

O funcionamento é só com reserva, de terça a sábado. Nada de improviso. Aqui, cada detalhe é calculado como relógio suíço.

QUANTO CUSTA COMER NO TUJU

Já o Tuju, comandado pelo chef Ivan Ralston, segue uma linha mais conectada ao tempo e à terra.

O menu degustação custa R$ 1500 por pessoa, com 10 etapas que mudam conforme as estações.

Nada ali é por acaso. O restaurante organiza seu cardápio em ciclos naturais chamados de Umidade, Chuva, Seca e Ventania. É cozinha que observa o céu antes de ir pro fogão.

Os pratos valorizam ingredientes frescos e de origem próxima. Nesta fase, aparecem elementos como ostra, lula, ouriço e caviar. É o tipo de lugar onde cada garfada parece ter sido pensada semanas antes de chegar ao prato.

VALE A EXPERIÊNCIA?

Aqui não é sobre matar a fome. É sobre viver um momento.

Comer em um restaurante três estrelas Michelin é quase como assistir a um espetáculo. Você não vai só pelo prato. Vai pelo ritual, pela história, pelo silêncio respeitoso entre uma etapa e outra.

É caro? Sem dúvida.

Mas também é raro. E o raro, meu amigo, quase sempre cobra ingresso alto.