VOOS CANCELADOS EM CONFINS GERAM TUMULTO E LONGA ESPERA DE PASSAGEIROS

Falta de informação e madrugada caótica marcam o sábado no aeroporto de Belo Horizonte


Cancelamentos inesperados transformaram a madrugada no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte em um cenário de filas, incerteza e irritação. Passageiros relataram dificuldade para obter informações, enquanto o aeroporto afirma que a operação seguiu normalmente e direciona a responsabilidade às companhias aéreas.
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Viajar tem dessas coisas. Você chega com o bilhete na mão, cabeça já no destino, e de repente o painel muda. Some o voo, sobra o silêncio e uma fila que parece não ter fim.

Foi assim na madrugada deste sábado, dia 18, no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte. Passageiros com embarque previsto para diferentes destinos deram de cara com cancelamentos em sequência. Entre os trechos afetados estavam Ipatinga, Palmas, Recife, Campinas e Porto Velho.

O que veio depois foi um roteiro conhecido, mas nem por isso aceitável. Filas longas, pouca informação e aquele sentimento de estar à deriva dentro de um lugar que deveria ser passagem, não permanência.

Vídeos e fotos enviados por passageiros mostram saguões cheios e gente tentando entender o que fazer. Alguns conseguiram encaminhamento para hotéis. Outros ficaram ali mesmo, esperando alguma resposta que não vinha com pressa.

Quem responde por isso

A administradora BH Airport foi direta. Disse que não houve qualquer ocorrência operacional no aeroporto. Em outras palavras, pista livre, sistema funcionando, rotina normal.

E aí começa o jogo de empurra elegante, aquele clássico do setor aéreo.

A orientação foi clara procurem as companhias.

A LATAM Airlines Brasil informou que não foi notificada de problemas. Já Gol Linhas Aéreas e Azul Linhas Aéreas Brasileiras ainda não haviam se posicionado até o fechamento das informações.

Enquanto isso, quem estava com mala pronta virou especialista em paciência forçada.

O passageiro no meio do caminho

No fim das contas, sobra sempre para quem está no meio da ponte aérea da vida. O passageiro.

Porque não importa de onde veio o problema. Se foi logística, manutenção, tripulação ou efeito dominó de atrasos. Quem sente é quem está ali, olhando o relógio e recalculando planos.

E tem um detalhe que pesa mais que o cancelamento em si. A falta de informação. Ela desgasta, irrita e transforma um contratempo em algo maior.

Viajar deveria ser simples. Embarcar, voar, chegar.

Mas às vezes vira um teste de resistência.