Turista tentou tocar parte íntima de escultura histórica em Florença e acabou causando danos ao monumento do século XVI
Uma turista estrangeira de 28 anos foi multada em cerca de R$ 29,6 mil após invadir a Fonte de Netuno, em Florença, durante um desafio entre amigos. A ação causou danos considerados significativos em um dos monumentos mais tradicionais da cidade.
Tem coisas que começam como brincadeira e terminam como dor de cabeça. Foi exatamente esse o roteiro vivido por uma turista que resolveu transformar um desafio em espetáculo… e encontrou a conta no final.
No último sábado, dia 18, a jovem ultrapassou a grade de proteção da histórica Fonte de Netuno e escalou a estrutura em mármore, esculpida no século XVI por Bartolomeo Ammannati. O objetivo? Tocar uma parte específica da estátua do deus dos mares. Ideia ruim, execução pior ainda.
Para alcançar o topo, ela se apoiou nas esculturas dos cavalos que sustentam o monumento, tentando evitar cair na água. Não deu tempo de terminar a “missão”. Agentes locais intervieram rapidamente e retiraram a turista do local.
Patrimônio não é playground
Após inspeção, as autoridades identificaram danos nas patas dos cavalos e em um ornamento da fonte. Pequenos no tamanho, grandes no significado. Quando se trata de uma obra com mais de 400 anos, qualquer arranhão já pesa como história ferida.
A multa aplicada foi de 5 mil euros, algo em torno de R$ 29,6 mil. Além disso, a turista ainda deve responder judicialmente na Itália.
Não foi um caso isolado
E aqui entra aquele velho ditado, o ser humano insiste em não aprender.
Em setembro de 2023, outro turista, dessa vez alemão, também resolveu subir na mesma fonte. Resultado? Quebrou parte do mármore e danificou outra escultura ao sair. Na época, a justificativa foi simples e previsível, queria uma foto diferente.
A diferença entre uma lembrança e um prejuízo histórico é uma decisão de poucos segundos.
Quando a viagem perde o sentido
Viajar sempre foi sobre contemplar, respeitar, aprender. Há uma beleza silenciosa em olhar algo antigo e entender que aquilo já estava ali muito antes de nós.
Transformar isso em palco de desafio de amigos é quase como entrar em uma igreja para testar eco. Pode até render risada na hora, mas o peso vem depois.
E vem caro.

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