AVIÃO DE PEQUENO PORTE CAI E ATINGE PRÉDIO EM BELO HORIZONTE

Aeronave de 1979, conhecida como “sertanejo”, enfrentou problemas na decolagem; há mortos e feridos


Um avião monomotor caiu e atingiu um prédio residencial no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte, nesta segunda-feira, 4 de maio. A aeronave, modelo EMB-721C, fabricada em 1979, levava quatro pessoas. Duas morreram e outras ficaram gravemente feridas. O piloto havia relatado dificuldades logo após a decolagem no Aeroporto da Pampulha.

O início da tarde em Belo Horizonte foi marcado por um susto daqueles que ninguém espera viver.

Um avião de pequeno porte caiu e atingiu um prédio residencial no bairro Silveira, região tradicional da capital mineira. O impacto aconteceu na área de estacionamento do edifício e mobilizou rapidamente equipes de resgate.

Segundo as primeiras informações do Corpo de Bombeiros, quatro pessoas estavam a bordo da aeronave. Duas não resistiram aos ferimentos. As outras foram socorridas em estado grave.


A aeronave envolvida é um modelo EMB-721C, fabricado pela Neiva no fim da década de 70. Um avião conhecido no meio da aviação como “sertanejo”, bastante utilizado em voos particulares. Com capacidade para até seis ocupantes, incluindo o piloto, é um modelo que carrega décadas de história nos céus do Brasil.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil, o avião não tinha autorização para operar como táxi aéreo. Ou seja, não poderia ser utilizado para transporte comercial de passageiros mediante pagamento.

O que se sabe até agora aponta para uma dificuldade ainda na decolagem. O piloto chegou a informar à torre de controle do Aeroporto da Pampulha que enfrentava problemas no momento em que tentava ganhar altitude.

Minutos depois, a aeronave caiu.

Três viaturas do Corpo de Bombeiros foram deslocadas e chegaram rapidamente ao local. A cena encontrada era de destruição concentrada, mas, por sorte dentro do possível, o impacto não ocorreu diretamente nas áreas internas habitadas do prédio.

O avião está registrado em nome de um proprietário particular, identificado como Flavio Loureiro Salgueiro, segundo dados oficiais.

Agora, o caso segue para investigação, que deve apontar com precisão o que levou à queda. Falha mecânica, erro operacional ou uma combinação de fatores são hipóteses que sempre entram nesse tipo de análise.

Enquanto isso, fica o silêncio pesado que acidentes assim deixam.

Porque, no fim, não é só sobre uma aeronave que caiu.

É sobre vidas interrompidas no meio de um dia comum.

E sobre uma cidade inteira que para, olha e tenta entender o que aconteceu.