ANAC ATUALIZA REGRAS PARA POWERBANK EM VOOS E ACENDE ALERTA DE SEGURANÇA

Novas normas limitam quantidade, capacidade e uso de carregadores portáteis dentro das aeronaves



A Agência Nacional de Aviação Civil atualizou as regras para transporte de powerbanks em voos no Brasil. As mudanças restringem quantidade, capacidade e uso dos dispositivos durante a viagem, com foco em reduzir riscos a bordo.

Tem item que virou extensão do nosso corpo. Celular, fone… e claro, o tal do powerbank. Pequeno, discreto, salvador de bateria no meio do caminho.

Mas agora ele entra na lista dos que exigem mais atenção antes de embarcar.

A Agência Nacional de Aviação Civil atualizou as regras para transporte de carregadores portáteis em voos. E não é detalhe burocrático não. É segurança pura.

A partir das novas diretrizes, o powerbank só pode viajar na bagagem de mão. Despachou mala? Ele não vai junto.

Além disso, cada passageiro pode levar no máximo dois dispositivos. Nada de coleção na mochila.

Capacidade também entra na conta

Aqui entra o ponto que muita gente ignora.

Os carregadores precisam ter até 100 Wh de capacidade. Entre 100 Wh e 160 Wh, só com autorização prévia da companhia aérea. Passou disso, esquece. Está proibido.

E não para por aí.

Durante o voo, nada de recarregar o powerbank. E a recomendação vai além. Evite usar o dispositivo até mesmo para carregar o celular dentro da aeronave.

Os terminais também precisam estar protegidos contra curto-circuito. Pode ser na embalagem original ou com isolamento adequado. A ideia é simples. Evitar faísca, calor e qualquer risco desnecessário lá em cima.
O motivo não é exagero

Pode parecer rigor demais, mas não é.

Casos recentes acenderam o alerta.

Em janeiro, um powerbank explodiu em um voo da LATAM Airlines Brasil que fazia o trajeto entre São Paulo e Brasília. O avião precisou desviar e pousar em Ribeirão Preto.

Antes disso, em 2025, outro carregador pegou fogo em um voo internacional rumo a Amsterdã.

Ou seja, não é teoria. Já aconteceu.

O que muda na prática

Viajar agora pede um cuidado a mais na hora de arrumar a mochila.

Não custa conferir a capacidade do seu powerbank, evitar modelos duvidosos e, principalmente, seguir as orientações da companhia aérea. Porque cada empresa pode ser ainda mais rígida que a regra geral.

No fim, é aquele velho equilíbrio.

Tecnologia ajuda. Facilita. Salva.

Mas lá em cima, dentro de um avião, segurança sempre vem primeiro.